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Cultura de Navegantes celebra a Consciência Negra – resistir para existir

Dia 20 de novembro é celebrado o Dia Nacional da Consciência Negra, uma data que vai muito além de um simples feriado, pois marca o dia em que Zumbi dos Palmares, líder do Quilombo dos Palmares, morreu lutando pela liberdade dos escravos. A consciência negra é um movimento social e cultural que busca promover a igualdade racial e combater o racismo e a discriminação contra os negros.

E para marcar ainda mais esta importante data, a Fundação Cultural de Navegantes vem promovendo e apoiando uma série de eventos ao longo de todo o mês de novembro. Entre os eventos, destaque para Gincana Cultural com o Grupo de Capoeira ACOB; Sarau “Vozes Diversas, Versos Plurais”; Mostra de Cinema “Capoeira em cena”; exposição fotográfica “Capoeira – resistência, expressão e legados” e execução do projeto cultural nas escolas “Oro Itan 3° Edição – Contando e Cantando Histórias Afro-brasileiras e Indígenas”.

É por meio da educação e da arte que muitas de nossas crianças aprendem a respeitar e valorizar a diversidade cultural e étnica de nossa nação. Valorizar a história e cultura de origem africana e indígena no Brasil é essencial para erradicação do racismo que ainda estrutura nossa sociedade e hierarquiza as relações, impedindo avanços por parte das populações negras e indígenas.

De acordo com a coordenadora da Associação de Cultura e Tradições de Matriz Africana Ojinjé, Isabel Cristina Ribeiro, popularmente conhecida como Mãe Cristina, é preciso conscientização e a desconstrução de preconceitos requer práticas pedagógicas trabalhadas ao longo do calendário letivo e da vida das crianças, sejam por meio de imagens que contemplem a diversidade étnico-racial, brincadeiras, jogos, brinquedos, filmes ou da literatura infantil. No entanto, no dia 20 de novembro, damos destaque a esse trabalho que foi desenvolvido ao longo do ano, para falar sobre a herança deixada pelo povo negro, que é rica, diversa e muitas vezes desconhecida, pois por um longo tempo essa população foi retratada apenas pelo aspecto da escravização.

“Nesse dia, ressaltamos a valorização, as lutas e resistências do nosso povo e fomentamos o debate contra as diversas formas de preconceito e contra o racismo existentes em nossa sociedade. Por todos que lutaram antes de nós, e pelos que continuam em luta, a Lei Municipal n° 3.580/2021, de Navegantes, é o reconhecimento de nossa história ancestral”, destaca.

Ela ressalta que somos diferentes porque somos diversos. E não só no tom de pele ou na textura do cabelo; nossa cultura, nossa história, nossa ancestralidade são diferentes daquilo que sempre foi considerado norma. Nosso apelo por igualdade de condições e oportunidades deve ser compreendido como uma afirmação de respeito e inclusão de nossas diferenças. “Hoje precisamos ter um mês de consciência negra para que elas não sejam mais usadas como fator de discriminação e porque falta consciência humana. É uma busca por uma sociedade mais justa e igualitária, sem racismo, em que possamos viver de forma digna e mais humana”, enfatiza Mãe Cristina.

Texto: Fernando C. de Souza – SC 00980 JP